Dieta anti-inflamatória pode te ajudar a viver mais tempo, diz estudo

quinta-feira, 23 de maio de 2019


Segundo um estudo publicado no periódico “Journal of Internal Medicine”, aderir a uma dieta anti-inflamatória pode reduzir o risco de uma morte prematura, assim como câncer e doenças cardíacas. A pesquisa acompanhou 68 mil suíços, homens e mulheres entre 45 e 83 anos, por 16 anos.

Os participantes que seguiram com atenção uma dieta anti-inflamatória tiveram um risco 18% menor de mortalidade por todas as causas, um risco 20% menor de mortalidade cardiovascular e um risco 13% menor de mortalidade por câncer, quando comparado com aqueles que seguiram a dieta em menor grau. A dieta beneficiou especialmente a fumantes. 

Aqueles que seguiram a dieta com mais cuidado tinham 31% menos probabilidade de morrer (de qualquer causa), 36% menos probabilidade de morrer de doenças cardiovasculares e 22% menos riscos de morrer de câncer, em comparação aos fumantes que seguiram a dieta com menos atenção.

A dieta

O potencial anti-inflamatório da dieta foi estimado a partir do índice validado de dieta anti-inflamatória (AIDI), que inclui 11 potenciais alimentos anti-inflamatórios e cinco potenciais alimentos pró-inflamatórios.

A boa notícia é que não é tão difícil assim seguir uma dieta desse tipo. A lista de anti-inflamatórios consiste em frutas e legumes, chá, café, pão integral, cereais matinais, queijo com baixo teor de gordura, azeite e óleo de canola, nozes, chocolate e até mesmo quantidades moderadas de vinho tinto e cerveja.

Os alimentos pró-inflamatórios incluem carnes vermelhas não processadas e processadas, carnes de órgãos (como fígado e coração), batatas fritas (daquelas vendidas prontas para o consumo, do tipo salgadinho) e refrigerantes.

“Nossa análise dose-resposta mostrou que mesmo a adesão parcial à dieta anti-inflamatória pode trazer benefícios à saúde”, disse Kaluza ao portal Eurekalert.

Por que ela funciona?

A inflamação é a forma que o corpo tem de responder quando detecta algum invasor, como um micróbio ou alguma substância química estranha. “Sabe-se que frutas, vegetais, chá, café, vinho tinto, cerveja e chocolate são ricos em antioxidantes”, explicou a principal autora do estudo, Joanna Kaluza, professora da Universidade de Ciências da Vida de Varsóvia, na Polônia, ao jornal Metro.

“Pão integral, cereais matinais, vegetais e frutas frescas e secas são ricas em fibra dietética, e os óleos de oliva e canola são ricos em ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, que são potencialmente benéficos para a saúde devido às suas propriedades anti-inflamatórias”, acrescentou. [Eurekalert, Evening Standard]

Fonte: hypescience


Imagem de RitaE por Pixabay 

10 alimentos que você nunca deve guardar na geladeira

quarta-feira, 17 de abril de 2019



Um dos alimentos mais discutidos no quesito “armazenamento” é a manteiga. Devemos mantê-la dentro ou fora da geladeira?

Tal como acontece com muitos debates culinários, não há uma resposta definitiva para este. 

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, você deve armazenar a manteiga em sua embalagem na geladeira e só mantê-la para fora por apenas 10 a 15 minutos antes de usá-la.

No entanto, alguns cozinheiros usam manteiga depois de deixá-la para fora da geladeira por uma semana. Os defensores da atitude dizem que, como a manteiga é feita de leite pasteurizado, as chances de contaminação são baixas.

Há sempre um risco, porém. Manteiga com sal, por causa de seu teor de sal e de dispersão de água, tem um risco menor de estragar. O sal também ajuda a manter as bactérias longe. Qualquer coisa sem sal ou “light” tem um perigo maior de contaminação.

Em geral, enquanto não podemos recomendar que você mantenha sua manteiga para fora da geladeira toda a semana, você provavelmente não precisa se preocupar se a deixar para fora por algumas horas, desde que seja com sal.

Enquanto não existe uma maneira conclusivamente certa ou errada de armazenar manteiga, outros alimentos são muito mais simples. Se colocados na geladeira, mofam ou seu sabor é alterado, por exemplo. 

E por que correr esse risco quando tudo que você precisa fazer é armazenar seus alimentos corretamente?

Confira:

1. Tomate

Tomates perdem todo o seu sabor na geladeira. E o que é um crime maior do que isso? O ar frio no refrigerador para o processo de amadurecimento, e amadurecimento é o que dá aos tomates mais sabor. A geladeira também altera a textura do tomate. De acordo com Harold McGee no livro “On Food and Cooking” (“Sobre comida e cozinhar”, em tradução livre), a temperatura fria rompe as membranas no interior dos frutos, deixando-as “farinhentas”. Mantenha seus tomates em uma tigela ou cesta em cima do balcão da cozinha.

2. Manjericão

Manjericão murcha mais rápido se deixado na geladeira, e também absorve todos os cheiros das comidas em torno dele. É melhor mantê-lo para fora, em um copo de água fresca, como uma flor recém-cortada. Se você deseja armazenar manjericão por um longo tempo, Martha Stewart recomenda fervê-lo e congelá-lo.

3. Batata

Manter uma batata na temperatura fria da sua geladeira vai transformar seu amido em açúcar mais rapidamente, de modo que você vai ficar com uma batata doce e dura. Em vez de colocar as batatas na geladeira, guarde-as em um saco de papel em um local fresco, mas não frio. Supondo que você não tenha uma adega de raiz – o lugar ideal para guardar suas batatas -, armazene-as em um lugar escuro, como dentro de sua despensa. Sacos de papel funcionam melhor do que plástico porque deixam a batata respirar mais, de forma que ela não apodrece tão rápido. Tudo isso vale para a batata-doce também.

4. Cebola

Se você colocar cebolas na geladeira, a umidade acabará por deixá-las macias e mofadas. Mantenha suas cebolas em um lugar fresco e seco. Cebolinha pode ser deixada na geladeira, no entanto, devido ao seu maior teor de água. Vale mencionar que cebolas devem ser mantidas separadas das batatas; quando armazenadas em conjunto, ambas deterioram mais rapidamente.

5. Abacate

Se você quiser que seus abacates amadureçam, definitivamente não os coloque na geladeira. No entanto, se você comprou um abacate já maduro que não quer comer de imediato, ele pode ir na geladeira.

6. Alho

Eventualmente, o alho vai começar a brotar na geladeira. Também pode ficar borrachudo e mofado. O correto é mantê-lo em um local fresco e seco.

7. Pão

Sua geladeira vai secar o pão rapidamente. A menos que seja pão cortado de sanduíche que você pretende usar dentro de alguns dias, mantenha seu pão no balcão ou no congelador. Para fora, o pão que você pretende comer só deve ser mantido por quatro dias. Congele o resto. Pão no congelador deve ser envolto para manter sua umidade. Quando você removê-lo do freezer, deve deixá-lo descongelar lentamente e completamente antes de comê-lo ou usá-lo.

8. Azeite

Você deve armazenar seu azeite em um local fresco e escuro, mas não na geladeira, onde ele irá condensar e adquirir uma consistência dura, quase como a da manteiga.

9. Café

Se você deixar café na geladeira, ele vai perder seu sabor e assumir alguns dos odores de outros alimentos no local. Você deve armazenar café em um local fresco e escuro, onde ele irá manter seu sabor e frescura. Grandes quantidades de café podem ser armazenadas no congelador, no entanto.

10. Mel

Não há necessidade de armazenar mel na geladeira. Mel fica bom basicamente para sempre se você simplesmente mantê-lo hermeticamente fechado. Colocá-lo na geladeira pode fazer com que cristalize.

hypescience

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10 dicas simples de conservação de alimentos para evitar o desperdício

sexta-feira, 15 de março de 2019



Aprender a fazer seus alimentos durarem por mais tempo em sua casa apenas armazenando-os corretamente pode ser muito bom. Confira 10 dicas para manter sua comida fresca e evitar a desperdício:


10. Mantenha as bananas frescas por mais tempo, envolvendo seus cabinhos em plástico


A razão é bastante simples: as bananas liberam gás etileno, que controla o escurecimento enzimático e amadurecimento da própria fruta e de quaisquer outras perto delas. Muito do gás sai daquela região que liga a banana em si ao seu cacho, conhecida como haste. Ao envolvê-la, você retarda o processo de amadurecimento e, consequentemente, as frutas não estragam tão rápido. O processo é exatamente igual ao costume de enrolar mamão em folha de jornal para que ele demore mais para amadurecer.


9. Congele ervas em óleo para preservá-las


O congelamento é sempre uma ótima maneira de conservar os alimentos, mas raramente pensamos em fazê-lo com ervas, que normalmente usamos como tempero, como salsinha e cebolinha. Se você congelar ervas em óleo, você já garante uma pequena quantidade de óleo para cozinhar sua refeição, além das ervas em si, para temperá-la.


8. Corte as embalagens de sorvete à medida que você for comendo para evitar se queimar com o gelo


A sensação de queimação ao encostar em algum alimento que estava no freezer acontece porque o ar de um recipiente fornece um local apropriado para o gelo se fixar. Você pode (e deve) se livrar desse espaço extra cortando o recipiente e, de repente, você não vai mais se queimar ao pegar aquele pote de sorvete que só tem um restinho sobrando.


7. Armazene suas batatas junto com as maçãs para evitar que elas brotem.


Assim como as bananas, as maçãs também liberam gás etileno. Isso faz com que alguns frutos amadureçam mais rápido, mas também previne que as batatas brotem de repente.


6. Conserve os tomates de cabeça para baixo.


Quando você armazena um tomate com a haste para baixo (em temperatura ambiente, e não na geladeira), essa posição impede que o ar e a umidade entrem pelo local de onde o fruto foi arrancado no momento da colheita. Isso prolonga um pouco a sua vida útil.


5. Guarde os limões na geladeira para mantê-los suculentos.


Existem diversas maneiras de se armazenar limões, mas depois de testar várias delas, um famoso programa de culinária da televisão estadunidense, chamado America Test Kitchen, chegou à conclusão de que a melhor forma de conservação é armazená-los em sua geladeira. Isso faz com que eles se mantenham mais suculentos e pode até mesmo adicionar um pouco mais de longevidade se você os armazenar em um saco plástico.


4. Conserve o pão de forma em temperatura ambiente, fora da geladeira.


Parece que cada pessoa possui um pensamento diferente sobre onde armazenar o pão de forma. A ciência, no entanto, sugere que a melhor maneira de conservá-lo é em temperatura ambiente, ou seja, fora da geladeira. A razão é que a temperatura mais baixa de um refrigerador faz com que o processo de desidratação aconteça mais rapidamente.


3. Mantenha frutas mais delicadas, como morango e amora, em uma única camada, para mantê-las frescas.


Parece que frutas mais delicadas – por exemplo, frutas vermelhas como morangos, amoras ou framboesas – estragam muito rapidamente, não é mesmo? Uma maneira de mantê-las frescas e ideais para o consumo por mais tempo é armazená-las em uma única camada. Ou seja, tire-as das bandejas nas quais elas normalmente são comercializadas (com diversas camadas de frutas, uma em cima das outras) e distribua-as em uma única camada, em algum recipiente propício. Isso impede que o suco das frutas vaze e prejudique as camadas abaixo.


2. Guarde seus laticínios na prateleira mais alta da geladeira.


Essa é bem simples: na maioria dos refrigeradores, a prateleira de cima possui a temperatura mais constante, porque é onde o termômetro está. Por isso, o ideal é que você armazene neste local os laticínios – produtos como queijo, leite, requeijão, manteiga etc – porque são os alimentos mais prováveis a estragar se não forem mantidos na temperatura certa.


1. Evite que o molho guacamole escureça adicionando um pouco d’água.


Você decidiu fazer uma noite mexicana em casa, mas acabou superestimando a fome de seus convidados e sobrou guacamole, iguaria típica feita à base de abacate. Se você deixá-lo na geladeira durante a noite, o molho tende a apresentar uma tonalidade marrom mais no topo. Para evitar que isso aconteça, adicione uma fina camada de água sobre ele. A água é uma barreira contra o oxigênio e impede que o molho escureça.

Comer arroz ou macarrão guardados por 5 dias pode te matar por essa razão

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019


Guardar a comida que sobra de uma refeição de maneira correta é muito importante. Porém, nós costumamos ter mais cuidado com alguns tipos de alimentos que, teoricamente, estragam mais fácil. 

Carne, por exemplo. Todo mundo sabe que precisa ser guardada na geladeira, assim como laticínios. 

Mas e quanto ao arroz? E o macarrão? 

Nem sempre este tipo de alimento é guardado corretamente, e isso pode ser bastante perigoso para a saúde.

Isso é verdade por causa de uma bactéria chamada Bacillus cereus. Não sendo particularmente rara (seu habitat natural é bastante amplo – solo, comida ou nosso intestino), a B. ceres pode representar um risco enorme para a saúde humana. “Os habitats naturais conhecidos de B. cereus são extensos, incluindo solo, animais, insetos, poeira e plantas”, conta em matéria publicada no portal Science Alert Anukriti Mathur, pesquisadora de biotecnologia da Universidade Nacional Australiana.

Embora mortes sejam raras, elas continuam sendo registradas na literatura médica. Um estudante belga de 20 anos morreu após comer uma porção de espaguete com molho de tomate em 2008. Ele preparava suas refeições para a semana e cozinhara a massa cinco dias antes – a intenção era aquecê-la junto com o molho no dia da refeição. Naquele dia, ele acidentalmente deixou sua comida no balcão da cozinha por um período indeterminado de tempo.

Depois de sofrer com diarreia, dor abdominal e vômito profuso, o jovem morreu mais tarde naquela noite.

Mathur explica que estas bactérias se reproduzem utilizando os nutrientes de produtos alimentícios que incluem arroz, laticínios, temperos, alimentos secos e vegetais. Algumas cepas dessa bactéria são úteis para os probióticos, mas outras podem causar intoxicação alimentar, às vezes mortal, se lhes for dada a capacidade de crescer e se proliferar – ou seja, quando armazenamos alimentos em condições erradas.

A B. cereus segrega toxinas perigosas nos alimentos. Algumas dessas toxinas são resistentes ao calor do microondas, por exemplo.Uma das toxinas que causa vômitos em humanos, chamada de toxina emética, pode suportar 121 ° C por 90 minutos – e essa não é a única toxina perigosa liberada pela bactéria. “Nosso sistema imunológico reconhece uma toxina [hemolisina BL] secretada por B. cereus, que leva a uma resposta inflamatória. Nosso estudo mostra que a toxina atinge e perfura buracos na célula, causando morte celular e inflamação”, explica Mathur, falando sobre um estudo publicado em 2018 sobre a bactéria, do qual ela foi co-autora.

Mortal

Embora raros, casos mortais ligados à B. cereus já foram registrados. Em 2005, um caso mortal causado pela B. cereus foi descrito no Journal of Clinical Microbiology: cinco crianças de uma família ficaram doentes por comerem salada de macarrão feita quatro dias antes. De acordo com o estudo de caso, a salada de macarrão foi preparada em uma sexta-feira, levada para um piquenique no sábado. Depois de voltar do piquenique, foi guardada na geladeira até a noite de segunda-feira, quando as crianças foram alimentadas com ela para o jantar.

Naquela noite, as crianças começaram a vomitar e foram levadas para o hospital. O filho mais novo morreu com insuficiência hepática, enquanto outro também teve insuficiência hepática, mas sobreviveu. 

Os outros dois apresentaram intoxicação alimentar menos grave e puderam ser tratados com líquidos. “B. cereus é uma causa bem conhecida de doenças transmitidas por alimentos, mas a infecção com este organismo não é comumente relatada por causa de seus sintomas geralmente leves”, explicam os pesquisadores no estudo. “Um caso fatal devido a insuficiência hepática após o consumo de salada de macarrão é descrito e demonstra a possível gravidade (da bactéria”, dizem em sua pesquisa.

Após o caso de 2011, mais dois foram registrados. Ambos com jovens que sofreram insuficiência hepática e morreram de B. cereus – um de 11 anos, que morreu depois de comer macarrão chinês, e um de 17 anos, que morreu depois de comer espaguete quatro dias depois da massa ser feita.

Estes são, é claro, casos extremos. A maioria das pessoas que fica doente por causa da B. cereus não acabam tendo insuficiência hepática. Normalmente, têm um caso bastante leve de intoxicação alimentar.
“É importante notar que B. cereus pode causar condições graves e mortais, como sepse, em pessoas imunocomprometidas, bebês, idosos e mulheres grávidas. A maioria dos indivíduos afetados melhora com o tempo, sem qualquer tratamento. Esses indivíduos não vão ao médico para receber um diagnóstico”, diz Mathur ao Science Alert.

O que fazer?

A pesquisas dizem que algumas medidas médicas podem ser tomadas para evitar o risco. Duas delas, em particular, podem ajudar o corpo a neutralizar o efeito da hemolisina BL, interrompendo o risco de morte causado pela B. cereus. Os métodos envolvem o bloqueio da atividade da toxina ou a redução da inflamação causada por ela.
Embora sua abordagem ainda esteja nos estágios iniciais da pesquisa, a equipe espera que essas técnicas possam ser usadas em outras bactérias produtoras de toxinas, como a E. coli.

A medida mais importante, porém, é a mais simples: manter a comida na geladeira e ter uma boa higiene na cozinha. “É importante que as pessoas lavem as mãos adequadamente e preparem os alimentos de acordo com as diretrizes de segurança. Além disso, o aquecimento da sobra de comida destrói a maioria das bactérias e suas toxinas”, sugere Mathur.

“É importante lembrar que quando você cozinha, você precisa colocar a comida na geladeira, seja comida quente ou comida fria. Certifique-se de que esteja refrigerada, não a mantenha por muito tempo. E há certos alimentos que são uma armadilha: massas, arroz, sopas, molhos. Certifique-se de que, ao cozinhá-los, eles sejam refrigerados e não mantidos por muito tempo”, sentencia o médico Andrew Ordon, em matéria publicada no portal Inside Edition. 

Tome muito cuidado antes de comer o arroz de ontem

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018



Um prato de arroz cozido não faz mal para ninguém, não é mesmo? A resposta para essa pergunta depende da forma de armazenamento. Aparentemente, este grão inocente tão presente no dia a dia dos brasileiros pode fazer bastante mal se não for guardado corretamente.

De acordo com Benjamin Chapman, especialista em segurança alimentar da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, cozinhar o arroz não necessariamente mata todos os patógenos que podem estar à espreita. “O problema é que um patógeno, o Bacillus cereus, é bastante prevalente no arroz seco, provavelmente como esporo. 

Os esporos podem sobreviver ao cozimento. Se o arroz cozido for subsequentemente mantido à temperatura ambiente, os esporos podem sair da sua forma protetora, germinar e as formas vegetativas se multiplicam. 

O ambiente de arroz cozido fornece uma grande quantidade de água e nutrientes para o crescimento. Como um subproduto do crescimento, eles criam um par de toxinas, incluindo uma estável ao calor”.

Embora não esteja claro exatamente por quantos casos de intoxicação alimentar o Bacillus cereus é responsável, um estudo estimou uma incidência de 63.623 casos por ano. 

Felizmente, colocar qualquer sobra de arroz na geladeira depois que você aproveitou seu prato deve manter todo mundo seguro. De acordo com um artigo da Epidemiology and Infection, o arroz cozido deve “ser mantido quente” (acima de 63°C) ou “resfriado rapidamente e transferido para uma geladeira dentro de 2 horas depois de ser cozido”. 

Na verdade, a zona de temperatura mais perigosa é o intervalo entre a “temperatura ambiente e o aquecimento” (entre 15 e 50°C).

Além de refrigerar qualquer arroz caseiro, um senso de vigilância é útil quando jantar fora. De acordo com o cientista de alimentos Donald Schaffner, da Universidade Rutgers, também nos EUA, alguns restaurantes “cozinham um grande lote de arroz e o mantém à temperatura ambiente durante todo o dia” e, em seguida, pegam porções deste lote, conforme necessário.

“Uma vez que o Bacillus faz uma toxina estável do calor, esta não é uma boa prática, que já conduziu a surtos no passado”, explica ele. “Estável ao calor” significa que a toxina pode sobreviver à ebulição e, uma vez que o alimento é refrigerado na “zona de perigo” de 15 a 50°C, as bactérias podem se multiplicar, produzindo ainda mais da toxina. Arroz de sushi, Schaffner observa, não deve ser um problema, já que vinagre é adicionado para diminuir o pH, permitindo que ele seja mantido em segurança à temperatura ambiente.

Em suma, a melhor maneira de manter a si e seus entes queridos seguros do Bacillus cereus e do estrago que ele pode causar é refrigerar quaisquer restos dentro de duas horas depois de cozinhar e verificar como seus restaurantes favoritos preparam e armazenam cada lote de arroz.




Cuidando da Geladeira e Freezer


Geladeira e Freezer devem ser mantidos limpos e desinfetados.

O acúmulo de gelo nas serpentinas não deve exceder 1cm porque dificulta o funcionamento. Quando isso acontecer o equipamento deverá ser descongelado.

As portas das geladeiras ou freezers devem ser mantidas fechadas, sendo abertas o mínimo de vezes possível.

Não deixe alimentos em caixa de papelão ou bandeja de isopor em geladeiras e freezers, porque são materiais de difícil higienização e impede a circulação de ar frio entre os produtos.

As embalagens de leite podem ser armazenadas em geladeiras, porque seu acabamento é liso, impermeável e lavável.

Antes de serem guardados, todos os alimentos prontos para o consumo ou pré-preparados devem ser cobertos com plásticos transparentes.

No caso de frutas, verduras e legumes, fazer a pré-lavagem retirando todos os resíduos visíveis e as folhas ou partes estragadas. As partes selecionadas próprias para consumo devem estar secas e ser colocadas em potes ou sacos de plástico próprio para alimentos.

Depois de serem abertos, os alimentos enlatados devem ser transferidos para recipientes de plástico limpos, tampados, identificados e guardados na geladeira.

Na impossibilidade de manter o rótulo original do produto, as informações sobre ele (nome do produto, marca, data de fabricação, data em que foi aberto, ou na ausência desta informação escrever: “consumir em 48 horas”) devem ser anotadas em etiqueta e esta ser colocada no recipiente.

Os alimentos armazenados não devem estar em porções muito grandes, divida-os em pequenas porções antes de guardá-los. Isso facilita o resfriamento e congelamento.

Depois de prontos, os alimentos podem ser consumidos até quando?


Se esses alimentos estiverem em temperaturas abaixo de 4º C, ou menos, podem ser consumidos em no máximo 5 dias. Se essa temperatura for maior, o tempo deve ser reduzido para garantir a qualidade deste alimento.


Depois de aprender sobre a melhor forma de armazenar os alimentos em casa, não se esqueça que a limpeza e o descongelamento periódicos dos refrigeradores favorecem a melhor conservação dos alimentos, pois, auxiliam na manutenção da higiene e da temperatura.

Fonte: Curso de aprimoramento profissional em Cozinha Doméstica
Supervisão Geral do Abastecimento / ABAST


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