Das horas do lar terrestre,
que falam ao coração,
destacamos com justiça a
hora da refeição.

Há muita gente no mundo
que se assenta junto à mesa
e recebe o bem divino
sem ponderar-lhe a grandeza.

Supõem muitos, mostrando
juízo ao sabor do vento,
que a refeição se resume
a despesa e pagamento.

Raros pensam no trabalho
da Eterna Sabedoria
que espalha, por toda a terra,
esse pão de cada dia.

A maior parte dos homens,
estranha à luz da oferenda,
aproveita a refeição
por dar pasto à gula horrenda.

Muitos outros, igualmente,
dominados de cegueira,
a transformam em campo largo
de excessos de bebedeira.

Não poucos, menosprezando
o corpo sadio e forte,
em vez de atender a vida,
procuram moléstia e morte.

Finalmente, em toda a parte,
pelo método confuso,
o dom do Senhor se torna
em pastagem para o abuso.

Ouve amigo: não te esqueças,
nas mais ínfimas estradas,
que o prato das refeições
é bênção das mais sagradas.

Não olvides que o “pão nosso”
é dom sublime e perfeito;
se não tens a luz da fé,
não te esquives ao respeito

De Livro Cartilha Da Natureza
Francisco Cândido Xavier / Casemiro Cunha

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